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Edição: Set 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: NAO-COLA YAMAZAKI É UMA DAS VOZES MAIS DELICADAS E SINGULARES DA LITERATURA JAPONESA CONTEMPORÂNEA. Num café tranquilo, um homem observa o mundo à sua volta enquanto bebe lentamente um sumo verde. Uma borboleta branca atravessa o ar. Uma gata malhada sobe a um muro. As pétalas das cerejeiras caem devagar sobre o chão. Por instantes, o tempo parece suspenso. Enquanto se prepara para visitar a mulher, internada em fase terminal, o narrador, cujo nome permanece uma incógnita, regressa às memórias da vida que ambos construíram juntos: os dias vulgares, os silêncios partilhados, os gestos quase invisíveis que sustentam uma relação ao longo dos anos. O VERDADEIRO AMOR TAMBÉM VIVE NOS GESTOS QUE REPETIMOS SEM IMAGINAR QUE SERÃO OS ÚLTIMOS. Um romance íntimo e comovente sobre a delicada travessia dos últimos dias de uma vida. Com honestidade e uma ternura ímpar, Nao-Cola Yamazaki explora a forma como enfrentamos a proximidade da morte e a contenção silenciosa dos sentimentos que, muitas vezes, só os pequenos atos conseguem revelar.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 336
Sinopse: SER DESEJADA NUNCA FOI O PROBLEMA. TER DE OBEDECER, SIM. A bordo do iate de Elder Prest, Pim vive rodeada de luxo, silêncio e perguntas às quais não pretende responder. O silêncio é a sua escolha. Mas ele quer conhecê-la, ouvir a sua voz, descobrir o seu passado e compreender tudo aquilo que ela insiste em guardar. No entanto, Pim não está disposta a entregar-lhe nenhuma parte de si. Persistente, provocador e perigosamente curioso, Elder desafia-a a cada instante, aproximando-se lentamente da mulher que existe por detrás das suas barreiras. ELA ESCOLHEU O SILÊNCIO. ELE ESTÁ DETERMINADO A DESCOBRIR QUEM ELA É. Ele é rico. Ela não tem nada. Existem demasiadas razões para não dar certo. Mas nenhuma delas consegue impedir a atração, a paixão e o desejo que ameaçam consumir ambos. Até que, numa única noite, Elder perde o controlo e destrói tudo. A confiança transforma-se em dúvida. O desejo torna-se obsessão. E aquilo que existia entre os dois converte-se numa relação obscura, perigosa e carregada de pecado.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 432
Sinopse: SERÁ O UNIVERSO MATERIAL APENAS UMA APARÊNCIA? EXISTIRÁ UMA INTELIGÊNCIA SUPERIOR A ORIENTAR OS ACONTECIMENTOS? ESTARÁ O FUTURO, DE ALGUMA FORMA, JÁ ESCRITO? Poderá a física moderna revelar que estamos ligados de modos que a ciência clássica julgava impossíveis? E que novas formas de inteligência divinas, humanas ou potencialmente perigosas começam a emergir à nossa volta? Mais do que uma história convencional da ciência, este livro oferece uma leitura provocadora do progresso humano, mostrando como misticismo, imaginação, génio e loucura se cruzaram na vida de alguns dos grandes pensadores modernos. É uma obra sobre o universo, mas também sobre a consciência e a possibili dade de a realidade ser muito mais misteriosa, espiritual e interligada do que a visão materialista nos levou a acreditar. De Marie Curie aos arquitetos da inteligência artificial, passando por Carl Gustav Jung e Hilma af Klint, podemos observar que a ciência contemporânea se aproxima de muitas ideias já familiares às tradições iniciáticas, aos cons trutores das pirâmides de Gizé e aos mistérios do Templo de Jerusalém.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: APRENDER A APRENDER COM O QUE JÁ SOUBEMOS Muito antes da ciência moderna, da industrialização ou da tecnologia digital, diferentes povos desenvolveram formas sofisticadas de compreender os ciclos da natureza, produzir alimento, cuidar da saúde, transmitir conheci mento, resolver conflitos e encontrar significado para a vida. Este livro percorre essas aprendizagens acumuladas ao longo das gerações e procura compreender o que o mundo moderno esqueceu pelo caminho. Da alimentação à espiritualidade, da agricultura à medicina tradicional, dos rituais à educação, das técnicas artesanais à relação com a natureza, mostra como muitos saberes ancestrais não eram sinais de atraso ou superstição, mas expressões de uma profunda inteligência ecológica, social e cultural. Cruzando antropologia, história, ecologia, religião e cultura, Origens mostra como povos separados por oceanos, línguas e épocas chegaram frequente mente a conclusões semelhantes sobre uma mesma questão: como viver bem sem destruir o que torna a vida possível. Num tempo marcado por crises ambientais, fragmentação social e perda de sentido, estas antigas aprendizagens podem ajudar-nos a imaginar formas de viver mais sustentáveis, mais equilibradas e mais humanas.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Eurotrash começa em Zurique, aonde Christian regressa para cuidar da mãe octogenária, após esta ter tido alta de uma instituição psiquiátrica. Confrontando-se com as sombras do passado da família em particular, as fortes ligações do avô ao regime nazi e lutando para navegar o terreno emocionalmente dilacerante da relação com a mãe, parte com ela numa viagem. Enquanto atravessam a Suíça de táxi, mãe e filho tentam doar a vasta fortuna dela, enfiada num grande saco de plástico, a desconhecidos. Alternando entre o perturbador, o hilariante e o comovente, Eurotrash narra uma história pessoal, que é também uma crítica da cultura contemporânea.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Vai e Põe Uma Sentinela retoma, duas décadas depois, a história de Mataram a Cotovia, a obra-prima vencedora do Prémio Pulitzer. ean Louise Finch regressa a casa, em Maycomb, no Alabama, vinda de Nova Iorque, para visitar Atticus, o pai envelhecido. Tendo como pano de fundo as tensões dos direitos civis e a turbulência política que estavam a transformar o Sul, o regresso de Jean Louise torna-se incómodo quando descobre verdades perturbadoras sobre a família, a cidade e as pessoas que lhe são mais próximas. As memórias de infância invadem-na, e os seus valores e pressupostos são abalados. Contando com muitas das personagens icónicas de Mataram a Cotovia, Vai e Põe Uma Sentinela narra a vida de uma jovem mulher que passa por uma transição dolorosa mas necessária. É um livro comovente, evocativo de outra época, mas relevante para os nossos tempos, que não se limita a confirmar o génio da autora mas que funciona como companheiro essencial da sua principal obra, Mataram a Cotovia, dando-lhe profundidade, contexto e até um novo significado.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 512
Sinopse: Nestes Ensaios, Thomas Mann revela-se não apenas como um dos grandes romancistas do século XX, mas também como um intelectual profundamente implicado nos conflitos morais, políticos e culturais do seu tempo. Reunindo textos escritos entre 1922 e 1951, este volume percorre algumas das grandes linhas de força do pensamento de Mann: a relação entre a arte e a sociedade, a forma do romance, o legado de Goethe, Schopenhauer, Wagner, Nietzsche e Freud, a crise da cultura europeia, a ascensão do nacional-socialismo, o exílio e a responsabilidade do escritor perante a história. Entre ensaios literários, discursos políticos e textos autobiográficos, emerge uma reflexão marcada por profundas tensões e ambivalências: entre tradição e modernidade, cultura e democracia, razão e irracionalismo, fidelidade à herança alemã e rejeição radical da barbárie nazi. Esta seleção oferece ao leitor português um acesso fundamental à obra ensaística de Thomas Mann, indispensável para compreender os seus grandes romances e o drama intelectual da Europa na primeira metade do século XX.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: À medida que nos afastamos da pandemia, outras crises ocupam o centro do palco: desigualdade, catástrofe climática, refugiados em desespero e tensões crescentes de uma nova Guerra Fria. O motivo dominante do nosso tempo é um caos implacável. iek reconhece as possibilidades de novos começos em momentos assim. Neste novo livro aborda, com profundidade analítica, as lições dos Rammstein e de Corbyn, Morales e Orwell, Lénine e Cristo. Nele, o autor procura verdades universais a partir de cenários políticos locais na Palestina e no Chile, em França e no Curdistão, e mais além. Observa ainda com frieza a fragmentação da esquerda, as promessas vazias da democracia liberal e os tépidos compromissos oferecidos pelos poderosos. Das cinzas destes fracassos, iek afirma a necessidade de solidariedade internacional, transformação económica e acima de tudo um urgente «comunismo de guerra».
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: Quando regressei de Espanha, pensei em denunciar o mito soviético numa história que pudesse ser facilmente entendida por quase todos e que pudesse ser facilmente traduzida para outras línguas. Mas a história propriamente dita só me ocorreu algum tempo depois, num dia em que vi (vivia então numa aldeia) um rapazinho, com cerca de dez anos, a conduzir um enorme cavalo de tiro e sua carroça ao longo de uma congosta, fustigando-o sempre que ele tentava desviar-se do caminho. Ocorreu-me que, se animais como aquele tivessem consciência da sua força, nós nunca poderíamos ter qualquer domínio sobre eles, e que os homens exploram os animais praticamente do mesmo modo que os ricos exploram o proletariado. [Do Prefácio do Autor]
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 488
Sinopse: Durante vários dias, uma estrela nova, estranha e intensamente brilhante paira sobre o céu da Noruega, semeando um sentimento de presságio, agitação e medo. Tove, uma pintora em férias com a família, mergulha numa psicose que a lança num turbilhão de criatividade. Geir, um polícia que está a investigar um triplo homicídio, chega a uma revelação sinistra que terá de guardar para si. Line, uma jovem de 19 anos, apaixona-se pelo vocalista de uma banda de metal e é atraída para um mundo secreto e aterrador. Mas o mais desconcertante é a descoberta feita por Syvert, um agente funerário: desde que a estrela apareceu, ninguém morreu. Em O Terceiro Reino, Karl Ove Knausgård retoma o mundo hipnotizante de A Estrela da Manhã e Os Lobos da Floresta da Eternidade, enquanto um elenco de personagens novas e familiares continua a confrontar-se com o significado desta estrela. O que os assombra, e porquê?
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 600
Sinopse: A História foi publicado em 1974 e tem como cenário a cidade de Roma durante a Segunda Guerra Mundial. Num dia de janeiro de 1941, um soldado alemão caminha pelo bairro popular de San Lorenzo. Àquela hora pouca gente se vê nas ruas. No seu deambular sem rumo, o soldado, alto, louro e um pouco embriagado, encontra Ida, uma professora viúva que regressa a casa depois do trabalho. O soldado segue Ida até ao humilde andar que partilha com o filho. Viola-a e depois, com um pedido de desculpas, fuma um cigarro, sai e nunca mais saberemos dele. Deste ato brutal, mas que a guerra torna quase banal, nasce uma criança, e a história da família judia de Ida vai encher as muitas páginas de um romance que iluminou toda a segunda metade do século XX.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 48
Sinopse: Num ensaio incisivo e pouco conhecido, Hannah Arendt desmonta os fundamentos da política externa americana no Médio Oriente e antecipa muitos dos impasses que ainda hoje marcam o conflito israelo-palestiniano. Com a lucidez que a caracteriza, Arendt revela como interesses estratégicos, alianças frágeis e discursos idealistas se entrelaçam numa política feita de contradições. O resultado é um retrato rigoroso e incómodo de uma superpotência que, mesmo quando proclamava valores universais, agia segundo lógicas de poder. Publicado num momento decisivo da história contemporânea, este texto permanece atual pela sua capacidade rara de abordar, sem concessões, um dos conflitos mais duradouros e complexos do nosso tempo.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 88
Sinopse: Um tríptico de histórias sobre amor, desejo, traição, misoginia e as sempre intrigantes interações entre mulheres e homens. Celebrada pelos seus contos, Claire Keegan oferece-nos três histórias que constituem uma exploração da dinâmica de género, numa trajetória entre os seus primeiros e últimos trabalhos. Em «A Uma Hora tão Tardia», Cathal enfrenta um longo fim de semana, recordando a mulher com quem poderia ter passado a vida, se tivesse agido de forma diferente. Em «A Morte Lenta e Dolorosa», a chegada de uma escritora à casa à beira-mar de Heinrich Böll é perturbada por um académico que impõe a sua presença e as suas opiniões. E, em «Antártida», uma mulher casada viaja para fora da cidade para descobrir como é dormir com outro homem e acaba nas mãos de um estranho possessivo. Cada história investiga as dinâmicas que corrompem o que poderia existir entre seres humanos: a falta de generosidade, o peso das expectativas e a iminente ameaça de violência; e todas prometem permanecer na memória do leitor muito depois de fechar o livro.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 52
Sinopse: Numa planície ventosa, entre a urze, o nevoeiro e os corredores de uma casa antiga, repetem-se encontros que parecem já ter acontecido. Vestidos que surgem e desaparecem, cheiros que conduzem pelos corredores da noite, mulheres que se reconhecem como duplos umas das outras, numa narração onde o tempo não avança de forma linear, mas em círculos. Entre o real e o espectral, entre a memória e a ficção, estas narrativas cruzam destinos femininos presos a casas, paisagens e amores. Um livro de atmosfera densa, onde a literatura se observa a si própria como num espelho, e onde cada caminho conduz, inevitavelmente, de volta à urze.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: De Profundis é uma longa carta escrita por Oscar Wilde na Prisão de Reading ao seu amante Lord Alfred Douglas. Nela, o homem que havia procurado o prazer estético inspirado nos clássicos gregos e o brilho social tira consequências da sua descoberta de que o «segredo da vida é o sofrimento». Condenado num julgamento que desencadeou e sabia perdido, perseguido pelo escândalo, abandonado por amigos, Oscar Wilde revela a sua complexa personalidade. É um texto íntimo, um monólogo dramático que permaneceu singular numa obra repartida pelo ensaio, a poesia, o teatro, o romance e os diálogos ocasionais. Oscar Wilde tinha a «virtude do encanto», como afirmou Borges. Mas foi capaz de jogar «tragicamente com o seu destino». No seu voluntário exílio em Paris, disse a Gide que quisera conhecer «o outro lado do jardim». Nascido em Dublin em 1854, Oscar Wilde morreu 46 anos depois no discreto Hôtel dAlsace. Como escreveu Borges, «a sua obra não envelheceu; podia ter sido escrita esta manhã».
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano. Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável. Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que assenta sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo». «O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. [] Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: István, ainda adolescente, vive com a mãe num tranquilo complexo de apartamentos na Hungria. Tímido e recém-chegado à cidade, é alheio aos rituais sociais praticados pelos colegas e rapidamente se vê isolado, sendo arrastado para uma sequência de acontecimentos que o deixam para sempre estranho aos outros, à vizinha que o seduz e depois à mãe e a si próprio. Assombrado pelo espectro de uma tragédia passada e pela apatia da modernidade, o confronto entre István e tudo aquilo que o envolve avança até que uma súbita nova tragédia volta a pôr em risco a vida que conhece. Carne traça os contornos quase impercetíveis de um trauma não resolvido e das suas consequências, no contexto da precariedade e da violência de uma Europa cada vez mais globalizada; e fá-lo com uma lucidez incisiva, um pathos inabalável e uma humanidade surpreendente.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Empregado de mesa de dia, homem de sociedade em Paris à noite, o jovem atraente Felix Krull criou para si uma personalidade destinada a encantar e enganar o mundo dos ricos. Quando o marquês de Venosta lhe faz uma proposta que não pode recusar, o jovem Felix vê-se lançado num caminho que o levará ao mundo da riqueza e do privilégio.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Este livro nasce da viagem que Agustina Bessa-Luís fez com o marido, em 1959, para participar num congresso em Aix-en-Provence, que reuniu destacadas figuras da literatura europeia. Em monótonas e quentes tardes de Verão, poetas e pensadores juntam-se para debater «o destino da Europa», um tema com pouco de original e já nessa época bastante acabrunhante. Com o seu génio particular, e fazendo-se acompanhar em imaginação por Fílon de Alexandria nas diversas cidades que visita, Agustina vai desdobrar esta viagem no acompanhamento de uma embaixada encarregada de tentar convencer um imperador romano a assegurar os direitos do povo judeu de Alexandria. Fixa a sua atenção em Calígula, que não passava de «um homem vulgar», dos que «matam com naturalidade, no palco onde vocifera umas vezes o bom senso, outras vezes o sentimento da divinização», e que passa a representar a Europa e o Ocidente como destino.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: A Ilha de Arturo é, conjuntamente com A História, um dos mais importantes romances de Elsa Morante. Na ilha mediterrânica da Prócida, assistimos à formação de Arturo, que sente uma apaixonada admiração por um pai sempre ocupado em misteriosas viagens. Já adolescente, é atraído pela sua jovem madrasta, Nunziatella. A passagem de um tempo de sonhos e ilusões para a realidade será um caminho lento e difícil para Arturo. Elsa Morante foi uma mulher que nunca aceitou ter nascido num mundo onde o amor é efémero e a indiferença ou o ódio habituais. «No amor começa por haver o paraíso, mas depois, não se sabe como, precipitamo-nos no inferno», disse numa entrevista que concedeu antes da sua morte em 1985. A miúda selvagem nascida num bairro pobre de Roma, a viajante, a enamorada, a angustiada companheira de Moravia, que sonhava com o sol das ilhas napolitanas e as cores da agreste Prócida («Arturo sou eu», disse ela um dia), percorreu vários continentes, passou por Portugal e viveu as duas guerras mundiais, partilhando a maior parte dos sofrimentos e esperanças do século xx. As suas personagens recorrentes são crianças, animais e adolescentes com uma paixão cega pelo pai, a mãe ou o amor.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Nestes textos, Hannah Arendt aborda o problema da filosofia política, o problema da acção após a Revolução Francesa e a promessa inerente à prática política. Ao analisar Karl Marx, a autora mostra como a filosofia política regressou aos seus primórdios na Antiguidade e como essa tradição negligenciou a liberdade humana. Arendt sugere uma nova forma de entender a actividade política na qual o fenómeno totalitário nunca poderia ocorrer , que é de grande importância no actual momento histórico.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: À cabeceira do pai agonizante, Atara ouve as palavras confusas do homem que a criou com severidade. Ele chama-lhe Raquel, o nome da sua primeira e misteriosa esposa, e dirige-se a ela com uma vibrante declaração de amor. Perturbada, Atara procura o rasto de Raquel e desperta nessa mulher já idosa um passado doloroso vivido na luta armada clandestina. Raquel nada esqueceu desses anos de resistência contra os ingleses antes da formação do Estado de Israel, nem o nome daquela que agora se lhe apresenta. O encontro destas duas mulheres altera de modo inesperado a sua existência e vai ligar para sempre os seus destinos. Mergulhando de modo magistral na alma humana, Zeruya Shalev mostra como a história coletiva de uma sociedade fraturada subverte as relações privadas. De um modo delicado e exato, interroga a parentalidade, o casal, mas também a culpabilidade e os silêncios que condicionam as nossas vidas.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: O que pode acontecer quando a paixão pela roleta se cruza com a paixão por uma mulher? É esse conflito que Dostoievski aborda neste romance, memórias de um jovem que faz parte do séquito de um general russo instalado em Roletenburgo, à espera de uma herança que nunca mais chega. Trata-se de um grupo de personagens ligadas pela cupidez, a ambição, o fracasso, o amor e a memória de faustos passados, vivendo um jogo de luz e sombra em que quase nada é o que parece. Há um lado biográfico em O Jogador. Em 1863, quando viajava ao encontro de Paulina Suslova, a grande paixão amorosa da sua vida, que vivia então em Paris, Dostoievski, endividado e alucinado pelo enriquecimento súbito, tentou a sua sorte nas roletas de Wiesbaden. Ganhou, perdeu, recuperou e retomou o caminho para Paris. Mas na viagem que fez com Paulina procurou de novo as intensidades da roleta em Baden-Baden, onde perdeu tudo o que tinha, incluindo o seu relógio e o anel de Paulina. Inventou um sistema para ganhar que falhou em Bad Homburg, obrigando-o a voltar sozinho a São Petersburgo. No ano seguinte, Dostoievski ditara em vinte e seis dias o seu romance O Jogador a uma jovem estenógrafa, Ana Grigorievna, que viria a ser a sua segunda esposa.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Dezembro de 1962: numa aldeia perdida no interior de Inglaterra, dois casais vizinhos começam o dia. O médico local, Eric Parry, inicia as suas rondas pela aldeia, enquanto a mulher grávida, Irene, vagueia pelos quartos da velha casa, a pensar na distância que cresceu entre os dois. Numa quinta próxima vive Rita Simmons, espirituosa mas atormentada, também à espera de um bebé. Passa os dias a tentar ser mulher de um agricultor, mas a cabeça continua fixa em imagens de um passado turbulento que Bill, o marido, prefere esquecer. Quando Rita e Irene, que vivem em lados opostos de um campo vazio, se encontram, um relógio começa a contar. Ainda há afeto em ambos os lares. Nenhum dos casamentos foi abandonado. Mas quando o frio de dezembro cede lugar às tempestades do inverno mais duro de que há memória, também as mágoas secretas guardadas nestas quatro vidas se exteriorizam.
Edição: Dez 2015
Nº Páginas: 752
Sinopse: O último romance de Charles Dickens, O Amigo Comum, é uma das mais perspicazes análises da sociedade vitoriana. O enredo centra-se em John Harmon, que, depois de regressar a Inglaterra para reclamar a sua herança, se teria afogado no rio Tamisa. Esta situação vem a revelar-se favorável, pois dá-lhe tempo para conhecer Bella Wilfer, a jovem com quem terá de casar para assegurar a sua herança. A história está repleta de personagens e situações surpreendentes os aristocratas e novos-ricos reunidos em casa de Veneering, as vorazes e ambiciosas tramas de Silas Wegg, e Betty Higden e o seu pavor pelo asilo.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 268
Sinopse: No último ano do secundário, Fiona e Nick conhecem-se num grupo de apoio ao luto. Ambos perderam a mãe. Nos silêncios que só o outro consegue compreender, tornam-se inseparáveis. Nick é o único lugar onde Fiona consegue respirar. Ela, a única pessoa que o impede de se perder. Mas, nesse verão, a amizade que os salvou começa a transformar-se em algo mais íntimo. Ao partirem juntos para uma viagem, terão de enfrentar a verdade sobre o que os une: amar pode ser a forma mais perigosa, e mais bonita, de voltar à vida.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 212
Sinopse: Portugal é uma das nações mais antigas da Europa, mas a sua construção foi tudo menos linear. A Mais Breve História de Portugal oferece uma síntese clara dos principais acontecimentos e processos que marcaram o passado português. Além de uma cronologia de factos, propõe uma leitura que ajuda a compreender como diferentes contextos e transformações históricas continuam a influenciar Portugal.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 358
Sinopse: A missão mais perigosa é aquela que pode mudar a História. «Soavam as doze badaladas da meia-noite nos relógios de Paris quando entraram pela Porta de Saint-Jacques quatro cavaleiros tão seguros de si como o trote firme dos seus cavalos.» Por entre as sombras da noite escura, Íñigo Balboa aguarda com expectativa a chegada do seu mentor, o capitão Alatriste. Já passou quase um ano desde a última vez que se reuniram numa arriscada missão em Veneza. Agora, vivem-se em França tempos conturbados. Há vários meses que os huguenotes de La Rochelle, apoiados pelos Ingleses, resistem a um duro cerco imposto pelas forças francesas sob o comando do cardeal Richelieu. Alatriste e os seus companheiros veem-se envolvidos numa perigosa missão secreta concebida pelo conde-duque de Olivares, um dos homens mais influentes da Corte. Desta vez, o objetivo é de tal importância que a aventura que os espera poderá alterar para sempre o rumo da História.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: Será esta novela um divertimento literário? Um exercício erudito ou um embuste? Patranha de algum alfarrabista? Que mistérios se escondem por detrás desta peregrina novela, com tanto de picaresco como de sátira e crítica de costumes? A novela que ora se apresenta nasce da descoberta de um manuscrito, da sua apropriação criativa por Paulo Moreiras e da simbiose literária que o autor estabeleceu entre os textos, preservando o mesmo princípio: o de poder escrever pelo puro amor da escrita. Poderia um burro escrever uma novela assim? Pelos vistos confirma-se. Porém, esta novela afigura-se como um quebra-cabeças para os bibliotecários, um trinta-e-um para os livreiros e um imbróglio para os críticos literários, isto é, se houver algum disposto a perder-se pelas brenhas desta floresta de fantasia e imaginação. Aqui o leitor entra por sua conta e risco, sabendo que irá encontrar uma obra cheia de pilhéria, graça e sainete como aquelas a que Paulo Moreiras já nos habituou e de onde seguramente sairá com a barriga farta de riso. Fica feito o aviso. Atreva-se. «Chego agora quase aos cinquenta anos e é que dou conta de que existe Paulo Moreiras. [] É um divertimento excelente, e toda a gente sabe quando eu uso a palavra divertimento não é para me referir a coisas menores, antes pelo contrário.» Ricardo Araújo Pereira, Sic Notícias «O romance histórico, ultimamente tão degradado entre nós, readquire com Paulo Moreiras o seu intemporal esplendor.» Mário Cláudio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: «Tudo o que entra na literatura passa os confins do mundo dos fantasmas e, ao penetrar no universo da linguagem, abandona o seu invólucro carnal. O mundo do texto é um espectro, projetado por um aprendiz de ilusionista na alvura das nossas consciências.» Ao sair da clínica de Beelitz, onde foi visitar uma querida amiga apanhada por um acidente vascular cerebral, o autor transforma a sua melancolia num passeio, tanto para se aquecer como para afugentar a tristeza que o aflige. Enquanto cai a noite precoce e chuvosa do outono berlinense, Mathias Enard caminha pela cidade e pela sua história. Como numa conversa interior algo dantesca, o seu espírito deambula, vasculha o tempo e a geografia, examina a noção multiforme de fronteiras, de limites e descobre em todo o lado as clareiras, a esperança melancólica: nas suas lembranças, nas suas leituras ou na sua prática ativa da amizade - que nunca se encontra muito afastada da sua experiência da literatura. Norte é o primeiro volume desta Melancolia dos Confins em quatro estações, na qual, sob o nosso olhar, Mathias Enard desenha o seu atlas pessoal, cartografia íntima de um mundo feito de hiperligações, incansavelmente percorrido. E consegue, mais uma vez, o tom certo para celebrar os encontros e a diversidade.
